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Cartas de Dom Luciano - Unidos em favor da paz

                                Projeto de Animação Pastoral

 

“Cartas de Dom Luciano”

 

Unidos em Favor da Paz – Dialogo entre Ernesto Oliveira e D. Luciano Mendes de Almeida

 

- Qual é a resposta a esta questão dramática dos “meninos de rua” por parte do povo?

 

Não conseguiremos resolver esta situação em pouco tempo.

Graças a Deus, em 1987, realizou-se uma campanha chamada “da fraternidade” para conscientizar mais a população. Depois de trabalho de informação e sensibilização nas igrejas, começamos a ver algum fruto. De fato, uma missa para as crianças e catequese é muito pouco, quando tantas sequer têm casa.

Certa vez, um menino me dizia: “Deus mora naquela grande casa? E não tem lugar para nós? Deus não é bom, não quer que fiquemos lá Por que fecha as portas de noite e nós devemos ficar na rua?

Então pensei teria sido bom, de noite, de noite, abrir as portas da igreja para acolher todos esses meninos que dormem na rua. Deus é Pai e eles são filhos, por que não abrir a casa do Pai e, com o coração do Pai, acolher esses meninos?

A Sagrada Família têm Nossa Senhora, S. José e o Menino. Estes meninos que não encontram casa não têm, não tem mãe, não tem quem os proteja com amor de pai. Se uma comunidade, se a sociedade não se der conta desta obrigação, onde esta o nosso compromisso cristã, onde esta nossa oração católica? Aí esta o grande desafio: agir de tal modo que a vida seja expressada na fé e o empenho social seja a concretização da oração. Está claro que devemos rezar, mas penso que Deus não escuta a nossa oração se não colocarmos a serviço das nossas crianças tudo aquilo que ele nos deu, a nós que já somos, como eles dizem, grandes, que já temos um corpo formado e sadio.

Devemos despertar a nossa consciência cristã de modo que, daqui a alguns anos, se diga: o Brasil é uma nação cristã, porque lá a fé se concretiza num impulso do coração que promove toda uma série de serviços em favor das pessoas necessitadas, doentes, presos, crianças e, sobretudo esses “meninos de rua”.

E porque agora existe uma justiça social que oferece a todas as condições dignas de vida.

 

 

           

(Unidos em favor da Paz. – São Paulo: Loyola, 2002. P 68 a 69).


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